segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tirei um tempo de férias, consequentemente passei dias sem escrever nada, nem pensar sobre coisas realmente importantes para serem escritas, ou até pensei, mas de alguma forma foram esquecidas por outras coisas, que provavelmente tinham mais importância na hora, ou não.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Angústia

E com batidas aceleradas, ia remoendo e mastigando a dor que o consumia, como se as lágrimas que estavam presas ali, assim tivessem que permanecer, já que não conseguia mais pensar na dor como algo que o fizesse se sentir vivo.

A alma cansada do sofrer alheio e do próprio aos poucos ia sucumbindo, deixando um vazio na mente que horas e outras ia sendo ocupado por lapsos de pensamentos que aparentemente seriam a única saída. Já não resistia mais o corpo daquele que ante os problemas se mantinha firme e imutável, sem se que uma gota a menos.

O querer juntar-se as sombras ia aumentando gradativamente a cada lento minuto que deixava de passar, e que nenhum sinal era dado, para surgir novamente a esperança do estar errado.

A saudade consumia-o ao mesmo tempo em que a amargura e a angústia fulminante acompanharam-no, passo a passo, pelos 1.440 minutos que ele manteve o pensamento atento ao que, a todo custo, tentou esquecer naquele dia.

Não chovia, não por fora, mas a tempestade que o afligia era sem dúvida mais dolorosa e cruel que qualquer intempérie física. E os raios que caiam, se quer tocavam o chão, pois voltavam-se ferozmente para dentro de si.

E quantas outras vezes pensou em esconder o choro sob a água fria do chuveiro, mas manteve-se ali, inerte letra após letra, gole após gole, sem uma gota derramada, não por orgulho, mas pelo cansaço do passado que achou perdido como um livro velho que à muito não era aberto.

Não chorou, agiu apenas como se apenas estivesse recapitulando os fatos. Pensou mil vezes e nenhuma delas o impediu de baixar a guarda, o que mesmo assim, de nada adiantou, já que no dia, ninguém, esteve presente para aplicar-lhe um direto de esquerda que o deixasse com a vista embaçada e o queixo dolorido. Sofreu pelo não sofrer. Sofreu pela incerteza do que achou certo mesmo sem querer, mais que agora era o que menos desejava.

Restou-lhe apenas o adeus, nada mais que o gosto ruim e a solidão da semi-luz, que iria, pelo visto, acompanhá-lo fielmente pelo resto do caminho que decidiu percorrer.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E entre a garrafa meio cheia, e o copo quase vazio, a solidão era quebrada apenas pela voz tocada em notas e sons roucos e distorcidos.

A aflição do estar só era aos poucos suprimida pelo sono, e pela pilha de papeis sobre a mesa à espera de uma coragem que não chegava, mas que pouco importava diante do real motivo de não dedicar-me as palavras miúdas e do trabalho cansativo de obrigações que acho cada vez mais incondicionais ao que me vi a fazer no passado.

A dor sim, essa era o ponto que tanto oscilava e remoia-se dentro do meu eu enquanto ardia a garganta ao ser tocada pelo malte envelhecido. Era ela, essa dor, que me impedia de pensar, e mesmo na obrigação, mantinha-me mais uma noite em claro, o que me renderia certamente olhos fundos e lagrimas secas na manhã seguinte.

A solidão não doía pelo agora, não apenas por ele, mas martelava e perfurava com a força de uma vida que pendia sobre a faca para que até o talo de sua lâmina alcançasse o mais profundo dos cantos do que já nem achei que existia. Era uma dor que chorava por saber ser real, pelo saber que em outros tempos já estivera ali, presente, e que agora insistia em voltar e se mostrar com sorriso torto de quem embriaga-se no sofrimento alheio.

Seca mais um copo, vai-se mais da garrafa, mas nada suficiente para afogar-me, não ainda, não desta vez, mesmo que a dúvida sobre o querer persista e fique acenando e gritando no fundo pensante.

Ouço cada palavra, é como se em cada letra diferente, com ritmos diferentes, estivesse presente o mesmo assunto, a mesma tecla batida, o mesmo acorde desafinado que mancha o papel pautado de notas acertadas.

[...]

“Ponho meu sapato novo e vou passear sozinho, como der, eu vou até a beira, besteira qualquer”

- Los Hermanos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Da Espera Ao Esperar


É que tende então a vir a “Espera”. A tão fadada “Esperança” que chega nas cartas que o Desejo trás nas manhãs de cada dia, e com elas aquele perfume doce de sonhos quebrados de um passado aos poucos esquecido a cada raio de sol que desvenda a escuridão do presente, que agora, nesse agora, já não é futuro, e pós-virgula e letras já é passado novamente e nos faz voltar a Esperar.

A amarga Espera da falta do não ter, por vontade de simplesmente suprir o vazio que segue diariamente no buraco escuro inexplorado pelos raios do sol que são incapazes de chegar a tão profundo abismo. Os mesmo raios que devastam o presente que foi futuro em linhas passadas, e já o deixa de ser nesse ponto.

E velozmente como que se o passado voltasse, vê-se aquela cena de porta aberta e olhos na estrada, que de longe enxergam a carruagem do “Desejo Suprido” aproximando-se tão vagarosamente quando os passos de quem a conduz, e que aos poucos se mostra “desvultuando-se” ao se aproximar cada vez mais da porta aberta, e distante o Esperado que vinha a chegar, foi arrastado até a soleira pela Frustração que conduzia os cavalos do Desejo, a mesma Frustração que esperou apenas o consentimento da entrega para cobrar seu preço, o seu tão pesado preço que nem se quer tem devolução à loja em que foi buscado o Desejo quebrado, e agora restam apenas as partes daquilo que o sol não enxerga mais, já que nessa espera a noite caiu sem que a percebessem no tempo das linhas, pontos e virgulas que passaram, e apenas, apenas no amanhã, o sol voltará a tornar o passado em memória, e o presente em futuro desfeito, e a nova entrega do Esperar tomará seu rumo até a soleira do Aguardar com paciência os bons tempos que perdemos esperando.


Sábado, Vinho, Chopin, Papel, Caneta

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Macro Mundo



Começando uma nova galeria de imagens no meu Flickr, passem lá e deixem seu parecer!

"Terei Uma Assim Um Dia"



Não, embora as semelhanças e o fanatismo gênial, GÊNIAL, dela por Star Wars, ela não é minha filha.

Ao menos, não que eu saiba!
=X

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Raridades

Raridades existem, e uma foto original do set de filmagem de Star Wars com o George Lucas de poita entre o elenco enquadra-se perfeitamente nessa categoria!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tapete

Nunca tinha parado pra pensar como o Chewbacca daria um bom tapete pra sala de estar!


Se por acaso acontecesse alguma fatalidade o Han até poderia usar em um compartimento da Mileniun Falcon.

#Mórbido

domingo, 29 de agosto de 2010

Funções

O Egito é sem dúvida uma das mais fascinantes civilizações da história antiga, e uma das suas características mais marcantes é sem dúvida o fato de terem desenvolvido um processo de mumificação tão avançado que ainda hoje desperta o interesse dos cientistas.

Contudo, o que poucos sabem, é que não era simplesmente para preservação que eles enfaixavam seus defuntos, na verdade as múmias que nós vemos hoje também desempenhavam uma função extremamente importante para aquela civilização:


Compre agora seu pacote com quatro ou oito rolos de embalsamados!
E não suje sua toga!

Atente para o jornalzinho em hieróglifos, era mais importante ter papiros para leitura que para higiene pessoal!

Tudo A Seu Tempo

Por volta do século IV a.c um grande estrategista militar chinês chamado Sun Tzu escreveu um tratado intitulado A Arte Da Guerra, utilizado como guia pessoal até hoje por grandes figuras da humanidade que governam o poder. Contudo não era sobre isso que eu ia falar.

Na verdade o sentido real do que pretendia escrever era sobre o por que de as coisas terem tido o seu tempo para surgirem. Por exemplo:


O surgimento de um Guindaste Eletromagnético na era medieval teria dado grandes vantagens a quem o possuísse, acabando rapidamente com toda e qualquer estratégia do adversário! Viu o porque de falar sobre o Sun Tzu!?

Detalhe para o desespero do soldado que restou! Corre Bino é uma cilada!