Fuçando uns Blogs de terceiros por ai, acabei vendo esse vídeo:
Sim, eu não comentei antes por que, de fato, o vídeo já fala por si, e a única coisa que eu posso comentar a respeito é:
EU QUERO UM DESSES PRA MIM!
Fuçando uns Blogs de terceiros por ai, acabei vendo esse vídeo:
Sim, eu não comentei antes por que, de fato, o vídeo já fala por si, e a única coisa que eu posso comentar a respeito é:
EU QUERO UM DESSES PRA MIM!
Eu simplesmente ignoro os sinais que aparecem constantemente, encarados face ante face no sol de cada manha, pelo simples fato do jornaleiro me esconder um mundo que eu nem sei mais se existe. Mas queria que estivesse lá.
Já volto tão cansado do meu Eu, que distante sinto o desprezo da cama e o repúdio da poltrona que ficava a esperar meu corpo tenso, pra que levemente voltassem as suas dores normais e esquecesse as daquele dia.
E agora até a mim resta a pergunta: Há quantas décadas mantenho a mesma rotina e sigo essa vida cansada de pronunciar o próprio verbo?! Horas! Alguns dias talvez! Eis então que me surgem os fatos do tão aflito e insolúvel problema. O me cansar do que a pouco me instigava. Mas o que fazer? Resta-se não a destruição, mas a criação do novo pra que no amanhã eu levante e novamente encare a janela que o papel do homem de verde levanta sob o pára-brisa de um carro, mostrando o que acontece ao meu redor, mas aquele frio faz com que eu aperte meus olhos e não enxergue.
Eu bem que podia pensar a respeito e terminar falando das soluções, mas de que adianta se amanhã elas me afligiriam e eu estaria a me perguntar novamente, há quanto tempo essas soluções ficarão salvas em palavras que nunca o deixaram de ser?!
“Eu encontro um coelho morto e pergunto-lhe: por que estais nesta forma defunta, oh ser de rabinho felpudo?! E sua resposta tende ao simples dizer que o peso do casco da tartaruga só caberá, e sempre caberá apenas ao que convém andar lentamente”

“Mais uma vez sentado sob as pernas a pensar sobre o que nos leva a ter sentimentos incompreendidos por nós mesmos, e serem justa e simplesmente esses os que não escolhemos como certos e que por sua vez são óbvias escolhas arriscadas demais que tendem sempre a um erro posterior que na sua maioria dedicamos nossas maiores expectativas.”
Pergunto-me se a idade bate apenas nas pernas cansadas após uma breve caminhada que há tempos não era quase nada, mas que hoje me faz refletir o tal momento em que fiquei velho. Mas que custa uma velhice de corpo, já que não temos razão para preocupar-nos com algo inevitável a todos nós?! De fato o que me preocupa é a velhice da alma. Temo uma velhice em que a maturidade consumiu por completo toda aquela vivacidade infantil que tive um dia. Não falo só por mim, minha reflexão não teve como foco apenas o Eu, e sim toda uma série de fatos que me mostraram o quanto o tempo tem trabalhado minuciosamente na modificação do estado emocional e etário-psicológico das pessoas. Meus bons amigos, que ainda mantenho contato, mostram-me perfeitamente essa condição.
Mas bem, não é sobre velhice que iria falar, até porque, brincadeiras a parte, nunca temi muito essa fase, e até aguardo de fato com certa vontade que ela chegue, de preferência com os planos que tracei até ela devidamente realizados. Porém o que tratei entre as paredes sentimento e razão que eu mantenho erguidas em mim, foi o fato de me ver em situações que mostram o quanto os sentimentos tornaram-se alheios as reações que tempos atrás tínhamos quando nos deparávamos com os mesmos. Falo por mais outros, por saber que não sou apenas eu a viver tais circunstâncias. Hoje, em situações claras, vejo que todas as minhas “táticas”, mesmo que sempre falhas, já nem pra isso: Falhar, servem, e aquele velho espírito de “se jogar”, do “jogador compulsivo” que residia aqui, teme até mesmo uma pacata partida de damas em um domingo de sol no parque.
É como se as esperanças a tanto repudiadas e negadas fervorosamente em artigos universitários baseados em obras de outros, agora tomassem conta. Pelo fato de se ver abalado por coisas tolas, e manter a fé, em algo ilógico que aos poucos só nos tira mais ainda a esperança, e deixa como preenchimento a frustração, como fala Sponville em suas obras.
E mais uma vez fugindo do tema, volto a falar do que é pra ser falado, ou seja, a questão de não escolha que nos mantém aprisionados em um monde de dúvidas e angústias pelo: E agora?! Como vai ser daqui pra frente?! Espancando nossa face claramente com a mensagem: “Você é um ser munido de racionalidade total, completamente desperdiçada em escolhas erradas que voltam-se simplesmente aos sentimentos que você supõem levarem você a uma vida feliz”.
Mas e se de fato esses forem os Tijolos Amarelos que mostram o caminho para a Eudaimonia¹?! Resta-nos o que?! Escolher entre a frustração do agora racional esperando uma possível solução futura do aprender amar?! Ou a jogatina arriscada do sentir irracional esperando a não queda do cavalo que nos conduz nesse caminho?!
“Jogar todas as fichas é o risco do ganhar o prêmio máximo, contrapondo-se ao perder tudo e entregar-se as dívidas do cassino, sendo que a cobrança é feita duramente pela vida que seguirá seu curso imutável.”
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¹Eudaimonia: Felicidade